Em repúdio aos ataques imperialistas, em março vamos às ruas!

Em 29 de janeiro, o presidente estadunidense, Trump, assinou uma ordem executiva declarando uma emergência nacional e estabelecendo um processo para impor tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba e ordenou que os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio, fiscalizem se algum país entrega, por qualquer via, petróleo a Cuba.

Asfixiado pelo bloqueio imposto pelo imperialismo estadunidense há 63 anos, após a vitoriosa revolução cubana que expropriou os grandes proprietários, muitos estadunidenses que viam Cuba como um cassino, o povo cubano enfrenta agora uma intensificação da garra depredadora do abutre imperialista.

“Considero que a situação relativa a Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, e declaro uma emergência nacional em relação a essa ameaça”, vaticinou Trump, ameaçando impor tarifas adicionais a todos os produtos de qualquer país que, direta ou indiretamente, vender ou fornecer petróleo a Cuba.

Este abutre, codinome Trump, que enfrenta em seu próprio país uma resistência espetacular contra sua política (interna e externa) que afeta as classes trabalhadoras do continente, inclusive dos EUA, ronda os povos como urubu atrás de carniça. Em crise, sem saída, o imperialismo, numa “fuga em frente”, ataca em toda linha. Os imigrantes nos EUA são perseguidos, presos, deportado e assassinados, pelas garras do ICE (a polícia de imigração e alfândega dos EUA), que assassinou, inclusive, cidadãos estadunidenses, como Renne Nicole Good e o enfermeiro Alex Pettri, em Mineápolis. Em defesa dos imigrantes e de sua própria classe, cidadãos estadunidenses organizaram manifestações e uma greve geral. E o recado é claro: nem aqui, nem na Venezuela, nem em Cuba, em lugar nenhum seremos a carniça deste sistema apodrecido!

Depois da agressão que sequestrou Maduro e Cília Flores, Trump agora impõe à presidente interina,Delcy Rodrigues, o embargo do petróleo.

Segundo o Financial Times Cuba dispõe de combustível suficiente para apenas 15 a 20 dias. Antes da intervenção dos EUA, a Venezuela fornecia cerca de 46.500 barris diários à ilha. O México entregava, em média, 17.200 barris por dia, cujos envios foram interrompidos em meados de janeiro. Outros fornecedores de petróleo incluem a Rússia, que enviou seu último navio em outubro, e a Argélia, que não enviou nenhum cargueiro desde fevereiro do ano passado, segundo a mesma fonte. Agora, de acordo com o New York Times, Cuba recebe apenas três mil barris diários. O país necessita de 100 mil barris diários, dos quais aproximadamente metade é destinada à geração elétrica e o restante ao transporte e à atividade industrial. Qualquer pessoa pode imaginar a catástrofe humanitária que o imperialismo estadunidense está organizando.

A luta contra mais esta tragédia conecta-se com as mobilizações no interior dos EUA e em nossos países.

Vamos às ruas de 8 a 14 de março, numa Jornada Continental para defender o direito à migração e a soberania, o que hoje integra:

Liberdade para Maduro e Cília!

Que os governos do Brasil (Lula), da Colômbia (Petro) e do México (Claudia Sheibaum) correspondam aos anseios que alicerçaram seus mandatos: o direito dos povos trabalhadores e a soberania. Não vamos deixar que o povo cubano seja asfixiado. Petróleo para Cuba, direito de vida aos cubanos!

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