Parem de bombardear o Irã e o Líbano!

No dia 7 de abril Trump disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, referindo-se à civilização persa de 3.000 mil anos, porque o governo do Irã se recusa à capitular às suas exigências.

Mas de noite, Trump anunciou e o Irã confirmou um cessar-fogo de 15 dias para negociações. Mas já no dia seguinte, no Líbano, Netanyhau fez seu maior e mais selvagem ataque desta guerra, com 160 mísseis que mataram 254 pessoas em vários pontos do país em 10 minutos. Nos dois países já passam de 5000 mortos, dezenas de milhares feridos e 1 milhão de deslocados.

Em resposta ao bombardeio, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa 20 % dos gás e do petróleo produzidos no mundo, voltando a controlar o seu tráfego. Há negociações previstas este fim de semana, 11 e 12 de abril, no Paquistão, mas não se pode falar de fim da guerra devido às exigências incertas e cambiantes de Trump que iniciou a agressão sem um pretexto.

No mesmo dia 7 do discurso genocida de Trump, no Brasil, em resposta ao apelo do reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã (IUST), 41 entidades universitárias – o Sindicato Andes e 37 das suas Seções sindicais, além de quatro sociedade científicas -, repudiaram em nota pública (abaixo) as ações bárbaras dos EUA e de Israel.

A iniciativa veio dos militantes do DAP no movimento Renova Andes e recolheu amplo apoio. Foi a primeira iniciativa sindical nacional articulada, que deve abrir espaço e manifestações e tomadas de posição.

Além deste movimento associativo corre um abaixo-assinado do Cebrapaz contra a agressão ao Irã de intelectuais, acadêmicos e lideranças políticas.

Com relação ao Líbano, fica cada vez mais difícil entender por que o governo Lula não rompe as relações com Israel.

Markus Sokol, Comitê Nacional do DAP


O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 têm escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas.

Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan.  Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel (FDI) destruíram as 12 universidades ali existentes – o mesmo padrão também contra o Líbano.

Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas. A barbárie cultural em curso contra o Irã – nação dotada de uma rica e milenar cultura é, definitivamente, um crime contra a humanidade.

Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã!

Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos!

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