Ir às ruas e derrotar a chantagem de Trump e da extrema direita contra o Brasil

O 17° Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília, de 1 a 3 de agosto, com cerca de mil delegados, oriundos do Processo de Eleição Direta (PED), foi marcado, no essencial, pela ausência de um debate mais sistemático sobre os rumos do país, após as mudanças na conjuntura política com a agressão de Trump e a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, ordenada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

A bancada do DAP no ENPT protagonizou a maioria das emendas apresentadas na plenária final, no segundo dia do encontro, único período em que ocorreu algum nível de debate sobre a tese guia, que não foi apresentada aos delegados. Uma comissão de sistematização conduziu a seleção de emendas que foram ao plenário.

A emenda apresentada pelo DAP sobre a grave agressão imperialista contra a soberania do Brasil foi aprovada e incorporada no texto final das resoluções do 17° ENPT.  O texto da emenda qualifica o sentido político da agressão de Trump e defende o papel central do PT na organização da resistência popular, ou seja, a necessidade de um calendário de mobilização, se ligando os movimentos de resistência que se expressam em diversos países da América Latina e no próprio Estados Unidos.

A íntegra da emenda ressalta que “diante da grave agressão imperialista à soberania nacional pelo governo Trump ao Brasil e ao governo Lula – impondo a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros que entram nos EUA e exigindo a anistia à Bolsonaro – é hora de ir para as ruas em um calendário popular de mobilizações – se ligando à resistência que se expressa em outros países da América Latina e dentro do próprios  Estados Unidos – onde o PT joga um papel central, em apoio: Taxação recíproca aos produtos estadunidenses, taxar as bigtechs e avançar para a soberania digital, quebrar as patentes farmacêuticas americanas, taxar as remessas de lucros das multinacionais americanas, garantia real dos empregos ameaçados pela taxação e proteção das nossas riquezas: tirem as mãos da terra raras do Brasil”.

Ainda durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, um grupo de militantes jovens do Diálogo e Ação Petista (DAP) realizou uma reunião para definir linhas renovadas de atuação entre a juventude.

A formação do grupo de trabalho (GT Nacional DAP Juventude) deriva de resolução do 10° Endap, que apontou para a necessidade de um esforço político dos grupos de base, dos comitês estaduais e nacional do DAP no sentido iniciar uma abordagem mais organizada nas diversas frentes de luta da juventude.

O GT definiu algumas diretrizes para o próximo período, orientando as seguintes ações imediatas: Proceder o levantamento dos jovens do DAP eleitos no PED para os diretórios zonais, municipais e estaduais do PT; pautar nos grupos de base e nas coordenações estaduais do DAP, na próxima rodada de reuniões, o reforço no trabalho entre a juventude e a inclusão de militantes e quadros jovens nas direções renovadas; nos próximos encontros estaduais e municipais do PT, recomendamos a realização de reuniões com os jovens do DAP para formar grupos de Trabalho (GTs municipais e estaduais), estabelecendo o enlace com o GT nacional, na perspectiva da realização de um encontro nacional de jovens petistas convocados pelo Diálogo e Ação Petista- Associação.

Além disso, o GT vai elaborar uma convocatória com os eixos políticos – antiimperialismo, fim da escala 6×1, chacinas da juventude negra e periférica, entre outras questões – para orientar e agrupar os militantes e os setores de juventude alcançados pelo nosso trabalho político; a participação organizada no plebiscito popular pelo fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e a isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais. E também preparar a nossa intervenção no Congresso da JPT, convocado para o primeiro semestre de 2026. O grupo de trabalho DAP Juventude é integrado inicialmente por Dani Braz (SC), Hélio Barreto (DF), Jonhata Martins (DF), Kris Macleiny (SP), Roberto Nery (MG) e Milton Alves (PR).  As coordenações estaduais indicarão jovens para compor o GT nacional.

Milton Alvesdo Comitê Nacional do DAP e militante do PT de Curitiba

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