Liberdade para o Dr Abu Safiya e todos os palestinos

Na segunda quinzena de agosto Israel desferiu fortes ataques na Faixa de Gaza, matando civis, inclusive crianças e destruindo casas. Desde o “cessar fogo” (Outubro 2025) o fogo israelense não cessou e matou pelo menos 1273 palestinos. Sob o pretexto hipócrita de alvejar o Hamas a operação genocídio deflagrada, em Outubro de 2023 assassinou 74000 palestinos e deixou 174000 feridos. Massacre que deixa como rastro casas destruídas, deslocamento de milhares, desnutridos e doentes sem cuidados dado o colapso do sistema de saúde. Colapso provocado por bombas e também com o sequestro de médicos de Gaza que, como todos os palestinos, estão  trancafiados, sofrem maus tratos e correm perigo de vida, como o Dr Abu Safyia.

No último dia 22, ativistas antissionistas no Estado de Israel que fazem  a campanha pela libertação do Dr Abu e “todos os refens palestinos”,  realizaram uma manifestação diante da prisão de Damon (Haifa) onde são mantidas em cativeiro as mulheres palestina.

Uma participante desta manifestação deu um depoimento publicado no jornal francês Informatión Ouvrières, que reproduzimos abaixo (trechos):

Hoje, nós  nos reunimos diante da prisão de Damon para exigir a libertação das prisioneiras e detentas palestinas. Damon tornou-se um dos símbolos de um sistema carcerário que encerra, humilha pune palestinas porque elas são palestinas e porque se recusam a se calar. Não viemos para falar com os guardas. Gritamos para as paredes, com todas as nossas forças, para que as mulheres encarceradas nos ouvissem. Para que soubessem que não estão sozinhas. Que, do lado de fora, pessoas se recusam a aceitar a detenção administrativa, os maus-tratos, as humilhações e as violências que lhes são infligidos. Mais de 90 mulheres palestinas  estariam atualmente detidas em Damon. Entre elas, há mulheres grávidas, menores de idade e prisioneiras que sofrem de doenças crônicas. Pelo menos dez teriam contraído sarna. Em junho, foi relatado que cerca de um terço delas estava encarcerado sem acusação nem julgamento, sob o regime de detenção administrativa. As palavras de ordem eram gritadas com força, e nos disseram que as detentas as ouviam através das paredes”.

No Brasil a bancado federal do PT se posiciona
Em 25 de agosto uma roda de conversa realizada no Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino e contou com a presença de membros da comunidade Palestina de Florianópolis, da direção do PT de SC e de Florianópolis, do Gabinete do Deputado Federal do PT Pedro Uczai (líder da bancada na Câmara), do Vereador Bruno do PT e do Vereador Camasão do Psol, SINTRASEM, 8M, Instituto Arco Iris, dentre outros. Após o debate foi deliberado encaminhar junto aos parlamentares a aprovação de notas de apoio à libertação do Dr. Abu Safiya, visitas às direções sindicais e populares para explicar a campanha e pedir adesão ao Manifesto de 14 de março de 2025 de iniciativa no Brasil do Sindicato dos Médicos de São Paulo.  Fruto da iniciativa, já no dia 26 foi publicada uma nota da Bancada do PT sob o título “A bancada do PT Defende a Libertação imediata do médico palestino preso arbitrariamente por Israel” https://ptnacamara.org.br/bancada-do-pt-defende-libertacao-imediata-de-medico-palestino-preso-arbitrariamente-por-israel/ . Na roda de conversa foi decidido, também, participar da iniciativa internacional de realizar atos no dia 10 de outubro, ocasião em que se completam três anos do genocídio, dia internacional de luta pela libertação do Dr Abu.

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