“Se eu não fizer, ninguém faz”, Lula

O resultado de domingo permanece indefinido; a luta pela vitória de Lula será até o final.

No fechamento deste artigo Trump dizia estar “acompanhando muito de perto esta importante eleição”, e determinava o fechamento da embaixada e dos consulados no Brasil; a Austrália seguiu o chefe. Na semana passada, o The Guardian denunciou a destinação de R$ 5 milhões pelo Departamento de Estado dos EUA para influenciar as eleições. A agencia Reuters diz que vieram “representantes da França e da Alemanha” assuntar a ABIN (Agencia Brasileira de Informação). Mais que ameaças, ingerência!

De outro lado, a participação popular na última rodada de comícios evidencia o crescimento da campanha: 80 mil pessoas em Recife (PE), 80 mil em Belém (PA) e 150 mil em Salvador (BA); sexta-feira é em BH (MG). O DAP está, desde abril, batalhando pela reeleição e por uma Reforma Política Radical rumo à Constituinte.

O conservador Estadão reconhece que não dá para continuar: “O Brasil já fez muitas reformas políticas. Acabaram as coligações proporcionais, a cláusula de barreira começou a reduzir a barafunda de partidos e o financiamento empresarial foi proibido. Mas o principal defeito permaneceu. Quem chega ao poder encontra uma engrenagem cada vez mais eficiente para continuar nele. É essa engrenagem que uma nova reforma política precisa desmontar. (…) Convém saber quem está disposto a mexer nas regras (…)” (Editorial de 29/9).

Não serão o Centrão e o bolsonarismo que dominam o Congresso que o farão.

Em entrevista à TV Bandeirantes (27/9), Lula foi mais claro:

“Não é possível continuar com a promiscuidade política do jeito que está, com o Congresso Nacional controlando 50% do orçamento da União. Tudo isso vai ter que mudar. É fácil? Não, mas se eu não fizer, ninguém faz. (…) uma reforma política ampla e profunda (…) e uma reforma no Judiciário.”  

Lula dialoga com a reação do eleitorado, em parte frustrado, agora frente a uma interminável onda de escândalos da República. No Flow (1/10), Lula retomou e citou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro: “Está ficando todo mundo nu. A gente descobre senador, deputado, todos envolvidos com meninas da Suíça, da Suécia… virou uma putaria.”

Sim, o sistema e as instituições não prestam para as transformações almejadas pelo povo. A República precisa ser refundada.

Em 8 de agosto, em São Paulo, foi lançado o Movimento por uma Reforma Política Radical e pela Constituinte Soberana, a ser construída no quarto mandato. O seu Manifesto (www.reformaradical.com.br ) foi adotado em um representativo Encontro Nacional, com a participação de ex-presidentes do PT, diversos grupos e o Diálogo e Ação Petista.

Lula tem a liderança necessária para puxar essa luta. Na campanha, a Reforma Radical, sustentada pelos militantes e candidatos apoiados pelo DAP desde abril, encontrou novos apoios. Será ainda mais importante para a vitória final no segundo turno, para dar um rumo à militância e convencer eleitores.

À vitória, Lula presidente!

Markus Sokol, Comitê Nacional do DAP e Marcelo Carlini, Diretório Estadual do PT-RS

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