O G7 quer guerra, os povos querem paz

Os chefes de estado dos 7 países capitalistas mais ricos, o G7 – EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Canadá, Itália e Japão –, se reuniram esta semana. Lula esteve entre os convidados.

Na atual crise da ordem mundial, onde Trump quer à toda força reestabelecer a “proeminência” sem contestação dos EUA, o número de guerras é o maior desde a 2ª Guerra mundial. Mas no G7 não se falou de paz!

O ataque imperialista ao Irã – após o sequestro de Maduro e o bloqueio de Cuba – todavia não saiu como Trump queria. Nem pelo amplo engajamento do “Ocidente” que buscava, nem pelo atrapalho das negociações do seu cão de caça, Netanyhau, no Líbano.

É evidente a crise da ordem política. Em última instância, pela resistência das massas populares que, desde os EUA, rejeitam as guerras, inclusive na Ucrânia. Os povos querem paz.

Não obstante, as consequências de desordem dos mercados ao redor do mundo todo veio para ficar, no plano da energia, dos fertilizantes e outras cadeias produtivas, gerando a inflação que penaliza os pobres.

Foi nessas condições que se reuniu o G7 que, sabendo da crise, nem programou a habitual declaração final, dividindo-se em grupos temáticos.

No subgrupo mais importante, “sobre questões geopolíticas”, os chefes de estado adotaram um documento brutal: “nos felicitamos com a Ucrânia pelos progressos no front”, “concordamos em aumentar as capacidades de defesa aérea, sistemas e interceptação”, além de “aumentar as pressões sobre a Rússia. Para este fim reforçaremos as sanções”. Por fim “saudamos o acordo dos EUA e o Irã, obtido sob a firme (!) condução do presidente Trump”. Que capachos!

Na preparação do G7, os organizadores falaram de abordar os ”desequilíbrios do mundo”, porque a “China produz muito”, quer dizer, demais, e porque exporta muito, quer dizer, demais-demais. É a isso que atribuem a perda de competitividade. Nesse sentido, havia um grande ausente no G7, a China.

Na conclusão “sobre geopolítica” há uma citação sibilina à China, para em seguida “reafirmar o desejo comum de convergir com outras grandes economias sobre as causas do desequilíbrios mundiais”, e que “prosseguiremos estes esforços no quadro do G20 sob (a presidência) dos Estados Unidos”, que será em dezembro na Flórida. Os capachos já deram norte às suas bússolas! Para registro, China e Brasil estão no G20.

Ao embarcar para o G7, Lula disse que “eu nem ia, mas alguém tem que pôr ordem na casa”. Só que das 8 declarações saídas dos 8 grupos do G7, Lula terminou assinando só 3: ambiente digital, câncer e narcotráfico. Mas neste contexto tirou foto com Zelenski, o queridinho da União Europeia. Por outro lado, desancou o “imperador” Trump que, de novo, se intrometeu, desta vez para defender “Bolsonaro Jr.” (!?),o que é inaceitável.

A desordem é o novo normal do G7. Uma nova ordem mundial justa, não nascerá desses governos, mas da solidariedade entre os povos e da derrota do imperialismo.

Markus Sokol, do Comitê Nacional do DAP

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