“Vamos virar!”

Santos, noite de terça-feira, 6 de outubro, cidade do maior porto do país, com uma forte tradição no movimento operário.

Uma plenária chamada por sindicatos e partidos, no Sindicato do Petroleiros, tinha como pauta a organização da campanha de Lula na Baixada Santista, mas transbordou, e muito, transformando-se em um ato e passeata. nas ruas de Santos.

Momento revigorante foi a chegada de centenas de jovens estudantes vindos da Unifesp (Universidade Federal de SP) e outras faculdades da cidade.

Este dia 6 em Santos vem no bojo da situação após o resultado do primeiro turno. São amplos setores da juventude, que sentem em seu lombo as mesmas dificuldades e opressão que sofrem os trabalhadores, mostrando a cara e a disposição de luta, confraternizando-se com os operários, dispostos a não “fugir da fera e enfrentar o leão” (Gonzaguinha).

A fera não é o candidato oponente neste segundo turno. Esse indivíduo, patrono de milícias e que tais, é um simples títere das forças reacionárias e diretamente do imperialismo dos EUA. Essas que não se envergonham a unir-se ao que tem de mais podre, desde de que contra Lula e os trabalhadores. Afinal, essas forças são os ramos da árvore genealógica do tráfico e escravidão dos negros ao genocídio indígena, que pulando de galho em galho nunca abandonaram sua raiz.

Um entusiasmado relato do correspondente do DAP na Baixada registra que o que era para reunir em atividade interna 200 pessoas, ultrapassava 2500, exclama “não sei de onde brotou tanta gente!”.

O DAP, presente com uma delegação e cartazes, foi representado falas por Kris Mackleiny, trabalhadora da Petrobrás na Baixada.

Kris, em sintonia com o que brotou nas ruas de Santos, e também está brotando pelo país, falou com vigor e foi amplamente aplaudida. “A tristeza foi ontem. Hoje a gente vai enterrar a tristeza e vai virar este jogo”. Ela enfatizou que “quando a juventude entra em cena, quando os trabalhadores entram em cena, com suas organizações, a gente atropela”. Confira a íntegra da fala no vídeo abaixo.

As ruas mostram o caminho. Com vontade de luta, e não com cafunés àqueles que estão pendurados na copa da árvore genealógica das classes dominantes, enraizada nas atuais instituições. No ato de Santos, dia 6, a convicção geral expressa por Kris era “eu não tenho dúvida que vamos virar esta eleição”.

Misa Boito, membro do Comitê Nacional do DAP

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