Ato em São Paulo reúne petistas de todas as correntes

Mais de 350 militantes petistas lotaram o Auditório da Câmara Municipal de São Paulo no Ato “Petista não vota em Golpista”

 Por Barbara Corrales

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Plenário lotado acompanha atentamente os oradores

Na mesa, dirigente sindicais, partidários, lideres do movimento sindical e da juventude de todas as correntes do partido, de forma unânime,indicavam a vontade da base sobre a votação para a mesa do Senado e da Câmara dos Deputados: nenhum voto em golpista!

Henrique Ollitta, presidente do Diretório Zonal da Vila Maria, em nome dos 25 presidentes de zonais de SP que assinaram carta dirigida aos parlamentares para que “rejeitem acordos com os partidos que cometeram o golpe contra de estado”. Do movimento popular, Raimundo Bonfim da CMP. Juliana Salles e Daniel Gaio da Executiva Nacional da CUT, leram manifesto dos sindicalistas dirigido aos parlamentares do PT que dizia: “Proporcionalidade Sim! Voto em Golpista Não!”.

Ainda tomaram a palavra os dirigentes do PT Markus Sokol (Diálogo e Ação Petista), Valter Pomar (Articulação de Esquerda) e Carlos Henrique Árabe (Mensagem ao Partido).

Markus Sokol destacou ” há um ano estes mesmos parlamentares contavam votos que não tinham contra o impeachment… Não viam a realidade. Para alguns ainda não caiu a ficha. Mas a militância entendeu e começou a virar. Não engole mais qualquer coisa. Por isso se levantou. Por isso saíram junto 25 presidentes de DZs na capital. De todas tendências e todos setores de todas tendências. Tem um recado aí: unidade, convencer, não dividir, é possível afirmar a vontade dá base. Esse é o nosso recado – propomos 5 pontos de unidade pela Reconstrução do PT. Um deles é Chega de Conciliação!”

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Vicentinho: “essa não é uma discussão de uma ou outra tendência, mas da vontade da base do partido”

O Deputado Federal, Vicentinho disse:” fui a reunião da comissão de fábrica da Volks e os petistas de lá me alertaram “olha ai em quem os deputados vão votar, cuidado com esses golpistas. Eu sei de onde vim e temos de dialogar com todos, mas temos de ouvir nossas bases: não dá pra votar nos caras que dirigiram o golpe, pois daí é um passo para legitimar as medidas que eles querem aplicar como a reforma da previdência e as mudanças na CLT. Eu disse para o Lula: esta não é uma discussão de uma ou outra tendência, mas a vontade da base do partido, por isso fico com a posição da base, nenhum voto nos golpistas.”

Ao final, o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) foi bastante aplaudido quando, ao fazer um balanço dos anos de governo, falou “substituímos a luta de classe pela conciliação com a burguesia, esquecemos as ruas, Hoje, precisamos aprender com impeachment, que foi só o começo do golpe e parar com essa política. Por isso defendo : nenhuma aliança com golpistas”.

Nessa mesma noite também aconteceram Atos em Curitiba (PR) e em Natal (RN).

2 comentários sobre “Ato em São Paulo reúne petistas de todas as correntes

  1. Estou refletindo esta questão de golpista desde dois mil, onde a militância de Vila Maria sofreu golpe de dirigentes municipal, neste ano sai candidato a vereador e historicamente o partido dos trabalhadores teve uma vitória na nossa reunião com uma diferença de 4 votos, onde até hoje o PT só vem tendo derrota nesta região, minha opinião hoje, quem é de esquerda e defende o direito dos trabalhadores e luta pela a garantia de conquistas, não negocia e nem vota em golpista, ( relembrar golpista que atuaram no partido não concordo que permaneça), eu Severino Marques, ex: Conselheiro tutelar, acredito no resgate dos princípios, dignidade e respeito para reconstrução do Partido dos trabalhadores.

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  2. Participei como muitos trabalhadores e trabalhadoras da criação do Partido dos Trabalhadores, como a alternativa para a reconstrução democrática do país, enquanto um partido classista, de massas, democrático, para a organização da classe e de suas lutas, como força política que representação de fato a Classe Trabalhadora nas diversas esferas de poder.
    Entendo que na trajetória do fazer politico institucional, não houve apenas erros, houve desvios e comportamentos contraditórios e antagônicos aos princípios de classe e dos objetivos para os quais o Partido foi criado.
    Mais do que nunca é hora da Unidade de Classe, das esquerdas, dos militantes pela reconstrução do Partido dos Trabalhadores.

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