Diálogo e Ação Petista reúne 70 docentes do ensino superior em reunião nacional

Diálogo e Ação Petista reúne 70 docentes do ensino superior em reunião nacional. Estiveram presentes companheiras e companheiros de 15 Estados do país, que discutiram a perseguição de Bolsonaro à Professora Érika, a conjuntura nacional, o combate contra a reforma admistrativa (PEC 32) e a preparação do primeiro de maio. A iniciativa da reunião partiu de 21 docentes, entre eles Érika Suruagy, da UFRPE, e Marize Carvalho, professora titular da UFBA e da Executiva Nacional da CUT. A atividade aconteceu na noite desta quarta-feira (21).

Investigação da PF contra Érika Suruagy

justiça arquiva inquérito contra professora Érika

A reunião ouviu o depoimento da professora Érika Suruagy, dirigente da Seção Sindical do ANDES-SN na Universidade Federal Rural de Pernambuco, acerca da investigação policial movida por Bolsonaro contra ela. Érika, representando sua entidade, participou da contratação de outdoors denunciando a responsabilidade de Bolsonaro nas centenas de milhares de mortes na pandemia. Hoje, dezenas de entidades e personalidades desenvolvem uma campanha de denúncia da perseguição à professora, exigindo tanto o encerramento da ação policial contra ela, quanto o respeito à liberdade sindical.

Conjuntura

Depois, Markus Sokol, da Executiva Nacional do PT e do Comitê Nacional do DAP, apresentou uma avaliação da situação nacional, situando o caráter da crise mundial do capitalismo, anterior à pandemia, mas aprofundada por ela, explicando a política de ataque aos direitos e conquistas praticada por todos os governos, em nome das oportunidades de negócios abertas pela crise sanitária para as grandes corporações, e mostrando como os mesmos governantes usam a pandemia para aterrorizar a população e vencer a resistência às medidas destrutivas, como a PEC 186 (PEC Emergencial, já aprovada e que congelou as carreiras dos servidores e proibiu concursos, destruindo o serviço público, em plena pandemia, quando o povo mais necessita dele), PEC 32, redução radical do auxílio emergencial, etc.

Para Sokol esta política é a mesma, guardadas as peculiaridades nacionais, indiferentemente se o governo é “científico” ou não. Ele observou que, no caso do Brasil, temos um governo negacionista e obscurantista que negou todas as medidas de controle da doença, bloqueando um verdadeiro e continuou auxílio de emergência, impondo a redução salarial e a suspensão dos contratos de trabalho, cortando nos serviços públicos (inclusive no SUS), ameaçando os servidores, deixando milhões de testes apodrecerem nos armazéns. Para ele, diante da necessidade de lockdown, medida de governo e não bandeira dos trabalhadores, o PT, a CUT, os sindicatos, devem levantar medidas de emergência concretas, para que o povo não seja levado a escolher entre morrer de fome ou morrer pelo vírus.

Sokol alertou para a política de união nacional, defendida em recente discurso do Ministro da Defesa, ecoada pela empresária Luiza Trajano e pelos governadores e centrais sindicais, em nome do combate à pandemia, que levaria a uma gestão comum da pandemia com Bolsonaro, o genocida.

“O que eu proponho amanhã no meu sindicato?”

O 1º de maio é o momento de levantar as bandeiras próprias dos trabalhadores, não de confraternizar com os golpistas, como denota os ato previstos pelas centrais e para o qual se convidaram presidenciáveis que participaram do golpe e das medidas de destruição de direitos.

O debate que se seguiu, com vários inscritos, abordou estes e outros aspectos, mas pode ser resumido numa questão colocada por uma companheira: “o que eu proponho amanhã no meu sindicato?” . Outras intervenções chamaram atenção para a política da direção do PT e da CUT que empurra o urgente fim do governo Bolsonaro para o pleito de 2022. Também se questionou o foco das organizações nas ações de solidariedade, que não caberiam aos sindicatos e partidos, principalmente quando elas se opõem à única ação eficaz contra a fome: o fim deste governo. Um dos presentes levantou dúvidas sobre esta questão. O debate vai prosseguir nos Estados e grupos de base do DAP.

Decisões

Ao fim, ficou indicado a integração dos participantes nas iniciativas de rua do DAP nos estados, buscando associar nelas as organizações; a participação dos presentes nos grupos DAP em seus estados e a convocação de uma nova reunião nacional em 19 de maio, e a priorização de nossa participação nas lutas contra a PEC 32, da reforma administrativa e contra o PL 5595/2020, da educação como serviço essencial, instrumento do ataque ao direito de mobilização e greve da categoria docente.

Eudes Baima


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Diálogo e Ação Petista

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