Congressos Estaduais: na pauta, a reconstrução do PT

A situação após a greve geral de 28 de abril destaca a responsabilidade do partido

Às vésperas dos Congressos Estaduais do PT, fica cada vez mais forte na militância a convicção de que são necessárias mudanças profundas na política e no funcionamento do partido, para que se possa fazer frente ao novo momento da luta de classes, evidenciado na histórica greve geral de 28 de abril.

As chapas de Unidade pela Reconstrução do PT reúnem-se em vários estados para preparar os Congressos Estaduais.

O Diálogo e Ação Petista, que apresentou sua tese nacional, elaborou emendas sobre os pontos da ordem do dia dos Congressos Estaduais. Também em relação ao 6º Congresso Nacional, o Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista publicou nesse 3 de maio um comunicado de apoio à companheira Gleisi Hoffman à presidência do PT.


 Essas são nossas propostas de emendas aos Congressos Estaduais:

Internacional

“Só a luta dos povos e dos trabalhadores abrirá a saída de superação desta (des) ordem”. Primeira frase da emenda sobre situação internacional, que destaca os avanços (limitados) na América Latina, produtos da ação dos trabalhadores, e a ofensiva imperialista sobre o continente.

Balanço

A emenda exige um balanço rigoroso das razões do golpe, apontando que, apesar das medidas que beneficiaram a população e a Nação (programas sociais, Pré-sal etc.), os governos do PT não ousaram promover as reformas populares, o que só poderia ser feito por meio de uma Constituinte Soberana. Os governos do PT optaram por conviver com as instituições e com falsos aliados, até que essas mesmas instituições, unidas, desencadearam o golpe. A convivência com os inimigos resultou no abandono das promessas de campanha, substituindo-as pelo ajuste Levy-Barbosa. Adaptação às instituições que a base entende como conciliação, a que é preciso dar um basta.

Cenário Nacional

Uma das emendas deste ponto exige a liberdade para os presos políticos José Dirceu, Vaccari e Palocci, contrapondo-se à ideia de que o PT puna alguns militantes tidos como culpados por Moro.

Dando consequência ao “Fora Te­mer”, outra emenda diz que o PT deve apresentar um programa alternativo de emergência para tirar o país da crise. Um programa para criar empregos, investir nos programas sociais e na recuperação das estatais e bancos públicos, com recursos do imposto sobre as grandes fortunas e tributação de lucros. Medidas que exigem a antecipação das eleições, Lula presidente e a convocação da Constituinte.

Por fim, uma emenda defende uma política de alianças compatível com esses programas, com correntes de caráter “antiimperialista, antimonopolista e antilatifundiário” – PCdoB e PSOL, além de setores populares do PDT, PSB e outros.

Estratégia e Programa

A emenda diz que só os trabalhadores podem liderar as transformações econômicas e sociais necessárias, porque o capitalismo imperialista é incapaz dessa tarefa. Finaliza: “Por isso é incontornável que as reformas preparem e desemboquem numa revolução”.

Estrutura e Funcionamento do Partido

A emenda defende o fim do PED, que “corrompeu os processos” e “rebaixou a militância”. Em seu lugar, a “volta dos Encontros de delegados anuais deliberativos, com direções eleitas a cada dois anos nestes Encontros.

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